domingo, 9 de agosto de 2009

Ao meu lado, um estranho.

Nesses versos em primeira pessoa
Semeio, também, os outros:
O estrangeiro com sotaque,
O estranho ao meu lado, as moças que se beijam
Os homens que copulam. Eu também sou eles. Freneticamente.

Eles também, sou eu.
O leste europeu e o cingado andino
A prata no dedo alheio. Made in China.
A liberdade americana e as vestes marroquinas.
Toda essa exploção. Sou eu.

Tudo assim, desigualmente proporcional.
Contado no beijos que não ganhei,
No amor que nem mesmo dei,
na ilusão de não ficar vazia. Banal utopia.

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