quinta-feira, 8 de julho de 2010

...Assim.

Como todos os dias, cristalizando um hábito

Depertei sozinha, levantei no frio

Lavei os cabelos. Tomei chá em silencio

E assim me senti completa, numa totalidade divina.

Te vi entre outras pessoas. Era apenas mais um.

Como se não fosse nada...

Agora, sobrevivo a mim mesma

Aqui sentada, de pernas cruzadas a escrever no chão

Me debruço sobre o teu retrato

Não vejo nada...

É apenas uma moldura, que não disfarça um quadro ruim

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