Como todos os dias, cristalizando um hábito
Depertei sozinha, levantei no frio
Lavei os cabelos. Tomei chá em silencio
E assim me senti completa, numa totalidade divina.
Te vi entre outras pessoas. Era apenas mais um.
Como se não fosse nada...
Agora, sobrevivo a mim mesma
Aqui sentada, de pernas cruzadas a escrever no chão
Me debruço sobre o teu retrato
Não vejo nada...
É apenas uma moldura, que não disfarça um quadro ruim
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