quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Uma panacéia, talvez.

Sonhara. Via flores que não morriam nunca. Primaveras eternas.
As mesmas que via, no criado mudo, quando abria os olhos ao acordar.
Jamais abriu. Jamais acordou .Jamais viu, de fato.

Com os olhos abertos as flores se iam. Levadas pelo tempo. Pela memória.
Fugaz. Inevitável. Triste.

Para ele. Para ela. Para os outros, que somos nós.
Estranhos, apenas.

De olhos fechados encontrava a primavera eterna. Era pueril. Um enfante.
Era feliz, então. Um enganado.
Íntimo.


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