o êxtase é banal,
as minhas garras se quebraram,
O suco gástrico jorra, como fonte inesgotável.
Tudo esmagado pela ressaca passada.
Tudo atualizado ao abrir da primeira gaveta:
Fotos infantis, lembranças e uma náusea.
A minha náusea.
O meu ódio gerado pela convivência nostálgica.
O meu espaço compartilhado, sem escolha
com uma explicação indesejável.
Tudo aqui entalado.
Não tenho o dom de fazer marionetes,
de ser senhor, de impor, de exigir.
Pra mim, o que me derem
Pra mim, o que é cansado, mal dormido
Pra mim, se der, se ser.
Guardo tudo no fundo,
Guardo sem dor, embora
Tudo doa em segredo.
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