Minhas vísceras queimam
Uma
A
Uma.
Sou tomada pela dor
Mas não é a dor.
Sou eu.
É a minha existência, minha ausência, minha frustração
Minha insatisfação, minha inutilidade cristalizada
Sou eu
Sou eu que jorro o ácido que me queima
Sou a minha dor
Eu sou o mal estar que carrego
Armando uma armadilha pra mim mesma
Fundamentando minha incompletude
O meu sistema contraditório
Meu sacro privilégio de flagelação
Todos os dias, Sou eu.
Sou a minha dor.
O que há de melhor em mim.
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