segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Tanto tempo
terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O que eu carrego
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
:X
Eu.
Me lembro de quando eu era criança, de quando eu brincava baixo pra não te incomodar.
Me lembro de como eu me punia, de como carregava uma culpa que não era minha.
Eu era muito para você. Para sua vã compreensão. Eu era e sempre fui sua superação encarnada.
Com o pouco que me destes eu me construí quase invencível.
Não se iluda com minha máscara frágil e com meu vestido alegre.
Eu posso ser pedra, flor e espinho
domingo, 22 de julho de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Do que é
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
A felicidade
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Isso é pessoal
sábado, 1 de outubro de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Das voltas.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Pedidos
domingo, 9 de janeiro de 2011
Do que em mim está
Minhas vísceras queimam
Uma
A
Uma.
Sou tomada pela dor
Mas não é a dor.
Sou eu.
É a minha existência, minha ausência, minha frustração
Minha insatisfação, minha inutilidade cristalizada
Sou eu
Sou eu que jorro o ácido que me queima
Sou a minha dor
Eu sou o mal estar que carrego
Armando uma armadilha pra mim mesma
Fundamentando minha incompletude
O meu sistema contraditório
Meu sacro privilégio de flagelação
Todos os dias, Sou eu.
Sou a minha dor.
O que há de melhor em mim.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Gastrite poética
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Atodo
ceder ao sopro: overdose cotidiana.
No bolso moedas largadas
no resto, refújio íntimo
Sonhos amontoados,
frustações bem passadas.
Aqui um instante ancestral
uma descontinuidade teatral.
Eu, algoritmo mal acabado
Fala torta, imigrante.
Eles, alteridade.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sina
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A dança, o engano de quem engana.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Diário II
sábado, 14 de agosto de 2010
Diário I
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Hoje
Amplos.
De saias, de vestidos..de dançar escondido
Hoje, não mais...
Alcanço o proibido.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
...Assim.
Como todos os dias, cristalizando um hábito
Depertei sozinha, levantei no frio
Lavei os cabelos. Tomei chá em silencio
E assim me senti completa, numa totalidade divina.
Te vi entre outras pessoas. Era apenas mais um.
Como se não fosse nada...
Agora, sobrevivo a mim mesma
Aqui sentada, de pernas cruzadas a escrever no chão
Me debruço sobre o teu retrato
Não vejo nada...
É apenas uma moldura, que não disfarça um quadro ruim
terça-feira, 29 de junho de 2010
México
Fugir pro México,
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Entre...dentre.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Se for assim...
Sem escolha ardo em dor
Flamegante, escaldante, solitária como deve ser
Prisioneira dos teus encantos
Daqueles que eu te dei. Agora, por hora
aqui, estou sentada, de pernas cruzadas, sem nada no bolso
sem nada na alma...
Por você.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Assim
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ao Germânico 31.10.2010
Faz algum tempo que ele se foi. Toocu minha mão, beijopu-me a testa. Sei que ele não queria isso e nem eu. Queriamos mais...
O impossível, não escrito, o que não foi dado. Talvez seja injustiça. Talvez seja o destino, ainda menino, brincando conosco. Talvez seja tudo isso.
E agora...agora não resta mais nada.
domingo, 25 de abril de 2010
Retrato bordado
terça-feira, 16 de março de 2010
Pílulas
Calar com beijos internacionais, profanar.
Hoje não mais. Não mudo mais o tom do cabelo, o tom da voz, a estação de rádio.
Por hoje, as pílulas de felicidade, o auto engano, a pressunção.
Pura ilusão. Minha. Sua. Nossa... Compartilhada.
Hoje, íntimos. Pura química. Só falo do que sei.
Me calo então. Como Frida que também é Kahlo, só que sem as cores.
Sem amores, sem querer.
Por hoje, as minhas pílulas. Não me deixe esquecer.
De manhã e anoite.
Por favor, as minhas pílulas de utopia...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Assim seja
E leve...que não sinta.
Que tenha asas. Que seja Frida
Que seja viva.
Que tenha um deus dançando
Ao som da caixinha de música
Que seja menina. E também menino
Que tenha saliva pra cuspir
Que não tenha olhos pra enchergar.
Que seja cega, mal educada e completamente feliz.
Que tenha alguém pra amar. Um violão.
Uma flor do campo. E que tenha sonhos.
Múltiplos...todas as noites.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Ponto
Faço minhas, as palavras dele. Agora eu não tenho inspiração. Não cito nomes. Faço do "não", minha definição. Ainda sou assim. Uma parte de mim...
Um café escarrado, pontas de cigarro na escuridão, café forte sem açúcar. Dispenso o chá. Dispenso as cinco horas, dispenso o tempo inteiro. E por favor....sem abraços, sem declarações, sem culpa, sem jornal. Não quero saber o que se sente por aí, não quero saber que dia é hoje.
Troco as poesias por essa prosa infame. Por essas linhas sem rima, sem versos.
Sem canção, sigo em vão, contra a correnteza. Só pra contrariar.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Adormecida
A pequena, quase frágil, tinha os olhos altos na noite.
Com o nariz empoeirado, nem a roupa rendada escondia sua face.
Ela queria sentir...o que também não era dela.
O que não deveria ser. E assim, fez sofrer outra pessoa, sem se importar.
Como sempre...tudo igual.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Pela metade, coloquial.
- Não. Não pode. Não mais...
- Eu gosto de você. Me encontro...
- Eu não. Eu gosto tanto de você, que em você me perco. Desse jeito mesmo...assim piegas, assim banal. E por isso, com tanto amor, pra mim não sobra amor nenhum. É tudo teu...
- Agente tenta....
- Agora tem que dar certo. Vá embora.
- Eu?
- É! Antes que eu vá. Quero ver sua bunda pela última vez.
- Poderia ser diferente...
- Não. Seria tudo igual...eu pedindo pouco, você querendo dar muito. Muito do que não tem.
- Tô numa fase destrutiva... Eu te falei. Não é assim...
- Talvez se fosse...Tem muita reticência aqui, tá tudo pela metade.
- Eu não!
- Nós!!! Vai agora...
- Antes de mim, vai você. A sua bunda é muito mais formosa do que a minha.
- Não começa! A casa é minha! E a bunda também! Vai!!!
- Vamos! Porque você vai comigo...
- Deixa de ser idiota! Eu tô sempre com você. Sou uma idiota, uma mulherzinha.
- Agente pode tentar...
- A minha bunda é a mais bonita.
- Mas sou eu quem dou o rabo.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sorte
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Do que não se faz
que se faz de coitado, de nulo
De não contado.
Aquilo que se traja de silêncio mórbido,
que irrita e suspira por inércia.
Que não escarra e não fede
É desgraçado...
É desalmado, descarnado.
Pedinte intranseunte imáculado
Que vaga em busca da cura de suas chagas
E regogita em vão.
domingo, 15 de novembro de 2009
Do não ser
Marcas eternizadas do empoeirado
Ruínas de simulacros.
Embora bem feitos, ainda mera simulação.
Discursos vazios, da vã alteridade.
Do que vem a ser indiferente.
Pra mim, para o que fui e do que sou
O que é falso cai por si mesmo.
Você que lê, se identifique. Agora despido...
Ponto final do que nunca existiu,
Daquilo que não se diz, daquilo que não se mostra.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Do ser
Por utopias? Por pés? Por asas?
Por nada disso talvez.
Ou por tudo isso. Misturado. No compasso.
Um batuque doce, leve...furioso.
O que você pensa existe?
E se existe, caminha?
Caminhamos, existimos. É o que nós une.
É o que nos mata. Não importa.
Existimos.
sábado, 15 de agosto de 2009
Citar os outros
Mas, então por que não?
O Auto-Retrato
No retrato que me faço
traço a traço
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…
e, desta lida, em que busco
pouco a pouco
minha eterna semelhança,
no final que restará?
um desenho de criança…
corrigido por um louco!
Mario Quintana
domingo, 9 de agosto de 2009
Ao meu lado, um estranho.
Semeio, também, os outros:
O estrangeiro com sotaque,
O estranho ao meu lado, as moças que se beijam
Os homens que copulam. Eu também sou eles. Freneticamente.
Eles também, sou eu.
O leste europeu e o cingado andino
A prata no dedo alheio. Made in China.
A liberdade americana e as vestes marroquinas.
Toda essa exploção. Sou eu.
Tudo assim, desigualmente proporcional.
Contado no beijos que não ganhei,
No amor que nem mesmo dei,
na ilusão de não ficar vazia. Banal utopia.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Volta santa do malandro
Sou eu quem espera o malandro voltar.
Com os olhos amasados de olhar
O vai e vem das pernas no ar
Com a boca cheia de noites de amar
Sou eu quem espera o malandro voltar.
Do resto que ele deixou faltar
Do pouco a desejar
E esse amor aqui no peito?
Não me mande calar;
Sou eu quem espera o malandro voltar.
Ainda levo esse malandro pro altar,
Enfim...me santificar.
Me santificar.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
De um poeta
Onde anda essa moça
que sabia quase tudo?
Que sabia ficar brava
e também me deixar mudo
Onde anda essa moça
que eu guardo na memória?
Os pedaços mais marcantes
que eu tenho da história
Onde anda essa moça
que sabia me calar?
que sabia ser malvada
que sabia me encantar
De um poeta, o único que conheço...
sábado, 6 de junho de 2009
Do que não se diz
En um soplido, en un rátio
Se assim se escreve. Assim se diga,
Um dia ela pariu
De suas entranhas um mundo
Um verme
Um amontoado. Inescrutável.
Abandonado
Biográfico
Leveza pro meu pesar, pra minha existencia
Ajoelhando aos santos, em preces mudas
Para que intervenham por mim
Para que me torne leve, para que me dê pés.
Para que me cortem as asas
Para que eu seja leve
Para que eu seja terrena
Para que não exista vontade.
Ausencia perpétua de canto casto
De restos, de volupias. De sofrer
Para que eu seja leve, que é assim morrer
Que me tirem o peso da existencia. Da contingencia
Que me tragam o necessário. Ordinário. Dado a dado.
Que me tragam a leveza. Que me tragam Deus.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Uma pitada
pra lembrar do passado,
pra fazer um café.
Pra manter-se acordado
Enrubrecer as faces. Desobstruir as narinas. Rechear o cotidiano.
Maquilar.
Camuflar.
Esconder o imperfeito.
Apagar o futuro...
Um pouco de pó. E um cartão qualquer...
Que seja aprovado.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
De se saber
Deste instante. Desse imenso.
Talvez porque assim, pareça que aqui não existo.
Não há trabalho, dúvidas. Competição.
Há existir, como contingência.
Como lembrança de dias felizes.
Lembrança de pesos perdidos. De amores conquistados.
E hoje, se foram. Se perderam.
Na gramática, na vida, nos versos...no vicio cotidiano.
Uns trocados pra destilados e o resto de açucar.
Que se derreta, apodreça, que dê nauseas.
E que não respingue em mim.
domingo, 19 de abril de 2009
Agradeço, o agrado
Pecado desnecessário. Contas jogadas em algum calvário.
Deve ser a utilidade cega, que aniquila o sentido possível.
De outro mundos, de outras cores, do outro que é em si mesmo
E se não agradar, que não agrade então.
Não irá, nem ao menos se notar.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Devolva-me
Pela cara amarada, pela hipocrisia, pelo dia a dia
Pelos opostos que não se encontram, pelos axiomas negados
Pelos pensamentos calados.
Pelo silêncio. Principalmente.
Já não nos encontramos.
Essencialmente, perdoa-me. Pelo silêncio. Por ele. Por mim.
Escolheria a melhor maneira, se existisse
de preencher com o que falta, o Silêncio.
Vazio preenchido, eco escondido.
Silêncio, com acento. Vazio devolvido
Versos inaugurados
Vou trocar de pele
Vou mudar o tom. A cor do batom. O calendário. Os presságios.
Eternizados.
Enrolando a seda...copularei.
Os versos em segredo: explicitados. Arrancados, um a um.
Não importa. Já es morta. Torta...entortarei.
Novidade. Um chá de ópio...
Regogite!
Amanhecerei.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Do dia que ia
Enxugar o pranto, acalentar as mamas
Contar as unhas.
Tudo em seu lugar...os acentos, a sílaba tônica
O cheiro da pedra, o caminho
Sem fim, com espinhos.
De aço, amasso..orgástico.
Enfim...
Hoje é dia.
Do hoje. Hoje em dia.
Se caso fosse dia.
De dia ela ia. Ah! Se ia!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Sobre o tudo
Os sorrisos, as mãos e os dedos laçados.
Ao lado do medo, uns desejos.
Preces de eternidade.
Ao vento, ao relento...da madrugada e da estrada.
Posições. Tão banal.
Ponto Final.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Não ser, não são.
Muito menos os olhos que as vê.
Nada.As rosas morrem. Os sorrisos: despercebidos.
Silêncio...
Não é vazio. O vazio pode ser preenchido. O cotidiano, não.
Não. As pessoas não são bonitas.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Existência cristalizada
Porque alguém tem que ser culpado
Pela minha existência. Pelo meu pesar cotidiano.
Pelo astral leviano...
Há inferno. Há diabos.
De céus e anjos, os mortais estão fartos.
Promessas. Intuição. O cheiro de baunilia que cerca os amores incompreendidos.
Planejamento viseral. Assinaram o protocolo. Problema seu.
Os rancores, problema meu.
Pela dor. Pelos carmas. Pela culpa. Pela saudade.
Quem há de ser culpado?
domingo, 11 de janeiro de 2009
Prece muda
Não há nada a fazer. Aqui jaz.
Não se faz.
Eu não mudo.
Mudo não falo nada.
Não há palavras, sinfonia e utopia. Tudo.
Tudo muda.
Uma muda que não cresce.
Empodrece.
Para viver, uma prece. Sem pressa.
Muda.
Não falo nada. Não há palavras.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Monossilábicos
Existência não presente.
Cuspiu-se na cara lavada. Não há alma.
No terno engomado. Nos enganos. Nos prantos.
Na gaveta, a castidade.
No cabide o corpo exposto.
As feridas. A melancolia. Morta. Um copo cheio de monotonia.
Agonia.
Ia. Ia e não foi.
E assim não há volta.
Não voltou.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Uma panacéia, talvez.
As mesmas que via, no criado mudo, quando abria os olhos ao acordar.
Jamais abriu. Jamais acordou .Jamais viu, de fato.
Com os olhos abertos as flores se iam. Levadas pelo tempo. Pela memória.
Fugaz. Inevitável. Triste.
Para ele. Para ela. Para os outros, que somos nós.
Estranhos, apenas.
De olhos fechados encontrava a primavera eterna. Era pueril. Um enfante.
Era feliz, então. Um enganado.
Íntimo.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Transeunte imaculado
E ele continua ali, mesmo sem saber se ainda é ele. Seus seios preenchem as
mãos. De seus cabelos se constroem tranças. Os olhos serrados. Ele dorme.Consuma um hábito cristalizado. Um entre tantos outros.
Dorme encharcado em suor. Delírios de insanas
quimeras. Se abre ao mundo. O mundo se abre para ele.Entregam-se mutuamente.
Gozam de um amor efêmero. Voraz. Canalha.
Ao mundo dispõe uns poucos tostões. Enfante nas artes do amor. Uma puta de luxo.O mundo não se arreganha por pouco.
Sem os tostões. A lucidez. A alma. Levando a lembrança dos lençóis inflamados de cólera. Somente.
Fez-se humano. Tornou-se mortal. Entregou-se ao mundo: o puteiro derradeiro. Perdeu-se, enfim. Jamais se encontrou.